A diplomacia brasileira vem se preparando para o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o americanos Donald Trump nesta semana, desde fevereiro deste ano, quando se iniciaram as indicações para a reunião na Casa Branca entre os chefes de Estado. A sinalização de avanço do projeto de lei para regras sobre exploração de minerais críticos na Câmara destravou as negociações, levando a definição de data para a conversa presencial.
O incentivo brasileiro à exploração das reservas de minerais críticos é o principal interesse dos americanos. O investimento total com dinheiro público americano na área é de até R$ 12 bilhões, incluindo explorações dentro do território. A maior parte do orçamento investido é do Departamento de Guerra, de olho no desenvolvimento de armas tecnológicas.
O relator do projeto de lei que regulamenta a ampliação da exploração dos minerais críticos no Brasil, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), divulgou relatório nesta segunda-feira (04). O texto, que tramita em regime de urgência, prevê a criação de um conselho com poderes para ditar a política regulatória do setor.
Entre as solicitações dos EUA estão: incentivos fiscais para empresas que exploram reservas minerais, facilitação na emissão de licenças e autorizações, e o estabelecimento de um preço mínimo do material a ser vendido para evitar manipulações de mercado.
A exploração do subsolo brasileiro por países estrangeiros em busca de minerais críticos não é novidade. Levantamento exclusivo da Agência Nacional de Mineração (ANM), a pedido do SBT News, mostra que o Brasil tem ao menos 742 áreas de reservas reconhecidas de sete tipos diferentes desses minerais, em 16 estados. O material contido nessas áreas pode render até 129,5 milhões de toneladas de lavra.
Segurança
Outra preocupação do governo americano é com o avanço das facções criminosas brasileiras sobre o sistema financeiro dos Estados Unidos. Diplomatas dos dois países tentam avançar em um acordo para barrar remessas de dinheiro ilegais do Primeiro Comando da Capital (PCC) para bancos americanos.
Caso o acordo aconteça, a classificação das facções criminosas brasileiras como terroristas seria desnecessária, de acordo com integrantes da diplomacia americana.
Tarifas e Pix
Apesar dos Estados Unidos terem desistido da aplicação de altas tarifas contra produtos brasileiros, o Palácio do Planalto ainda vê a necessidade de uma atenção especial nas negociações.
O governo Lula também quer deixar claro para os americanos como o Pix funciona, destacando que é uma ferramenta de uso exclusivo no território nacional, e que isso não inviabiliza o uso de cartões de bandeiras americanas.
Fonte: SBT News/Victoria Abel










