O governo Lula (PT) deve anunciar, na próxima semana, um aporte de R$ 960 milhões para o combate ao crime organizado. Os recursos integram o programa Brasil contra o Crime Organizado, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e com lançamento previsto para terça-feira (12).
A iniciativa, antecipada pelo SBT News, é um desdobramento da chamada Lei Antifacção e faz parte de um esforço do Palácio do Planalto para reforçar a política de segurança pública e sinalizar, também no cenário internacional, o compromisso do país no enfrentamento às organizações criminosas.
O tema deve, inclusive, ser citado por Lula em reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para quinta-feira (7), na Casa Branca.
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, devem integrar a comitiva.
O programa será estruturado em cinco eixos:
- Asfixia financeira de facções;
- Combate ao tráfico de armas;
- Padronização de segurança máxima no sistema prisional;
- Aumento da taxa de esclarecimento de homicídios; e
- Retomada de territórios dominados pelo crime.
Entre as medidas está a implementação de um índice nacional de elucidação de homicídios, com o objetivo de uniformizar a medição da capacidade investigativa das polícias civis.
Com os dados centralizados, o governo pode decidir políticas públicas para elucidação dos crimes em todo o país. Atualmente, menos da metade dos assassinatos no país é solucionada, segundo estimativas do Ministério da Justiça.
O plano também prevê o reforço da atuação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), com envio de equipamentos, softwares e pagamento de diárias para operações conjuntas que envolvem polícias federais, civis, militares e penais no enfrentamento a facções, tráfico de drogas e armas e crimes financeiros.
Fonte: SBTNews










