A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) informou nesta quinta-feira (22) que só abrirá o sigilo telefônico e bancário do candidato à Presidência depois de analisar os documentos entregues pela equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Integrantes da campanha do presidenciável estiveram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois de Lula aceitar as exigências de Flávio para cumprir o desafio lançado pelo petista de abrir o sigilo de ambos para a análise dos eleitores.
“Se eles trouxerem tudo, a gente traz. Primeiro vou ver se ele trouxe”, declarou a advogada Maria Cláudia Bucchianeri.
A advogada afirmou ainda que Flávio apresentará tudo que foi pedido pela campanha do atual presidente: “Não há nenhuma possibilidade de recuo. Vamos trazer e será bastante rápido”.
Bucchianeri disse também que o objetivo da análise é identificar o “padrão de vida” de Lula e da primeira-dama Janja a partir do uso do cartão corporativo e verificar as visitas ao Palácio da Alvorada e do Planalto, em referência à lobista Roberta Luchsinger.
Ela espera que o chefe do Executivo abra o sigilo desde 2003, quando assumiu o poder pela primeira vez. Segundo a advogada, o período é suficiente para “saber se ele, sua família e suas empresas enriqueceram”.
“O desafio foi lançado e foi aceito. Acho que o que o povo brasileiro quer saber é se os candidatos enriqueceram com máquina pública, por isso pedimos que seja além de oito anos”, argumentou.
“Oferecer um telefone que nunca foi usado é não oferecer nada, então queremos o telefone que era usado e o telefone do Marcola [ex-chefe de Gabinete de Lula”, completou.










