A petição conjunta na ADI 8.027/DF, que já tramita na Suprema Corte brasileira, reúne, além do tricolor paulista, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa. Equipes citam impactos da proibição das bets sobre contratos de patrocínio e publicidade dos clubes
São Paulo, Ponte Preta, Vitória, Guaraní e Portuguesa protocolaram, na noite desta quinta-feira, 1º, uma petição conjunta no Supremo Tribunal Federal (STF) para participar na ação que discute a Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe a exploração e a publicidade de apostas de quota fixa no país.
Em petição encaminhada ao ministro Luiz Fux, relator da ADI 8.027/DF, os clubes afirmam que a medida provoca impactos sobre contratos de patrocínio já firmados e sobre o planejamento financeiro das equipes. Eles também pedem a suspensão dos efeitos da MP e a criação de um período de transição para os contratos existentes.
Segundo os clubes, a medida determina a retirada de publicidade e patrocínios relacionados às bets em prazo de dez dias, além de estabelecer o fim das autorizações para operação de apostas de quota fixa em 30 dias. Para as equipes, os prazos não permitem uma adaptação adequada aos contratos em vigor.
Os clubes pediram para acompanhar ainda a ADI 7721 sobre o uso de bets por beneficiários de programas sociais. Em novembro de 2024, STF determinou que o governo federal adotasse medidas para impedir o uso de recursos de programas sociais e assistenciais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), em apostas on-line.
A ADI 8027, protocolada no último dia 28, é a mesma que o Botafogo, mais cedo no mesmo dia, pediu para participar. O processo é movido pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), ainda sem relator definido. É a mesma que a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) requisitou entrar também nesta quinta. O Flamengo também tem um pedido.
Até o momento, há três ADIs que envolvem a MP. O ministro Luiz Fux é relator da mais antiga, a ADI 7721. Foi neste processo que a entrada do Flamengo já foi deferida.
Essa ação foi aberta ainda em 2024, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), contra a regulamentação das bets, promulgada em 2023. A discussão incluiu a MP depois de sua publicação. O Fluminense é outro clube que já era parte interessada no processo.
Há ainda a ADI 8024, movida pela Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja), também pela derrubada da MP e sem relatoria definida. Até o momento, não há clubes interessados neste processo.
Fonte: Estadão Conteúdo










