//Lula desafia Flávio Bolsonaro e PL a votarem pelo fim da 6×1

Lula desafia Flávio Bolsonaro e PL a votarem pelo fim da 6×1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou nesta quarta-feira (7) seu adversário no segundo turno das eleições de 2026, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a sigla dele, o Partido Liberal, a votarem a favor do fim da escala de trabalho 6×1, atualmente em discussão no Senado Federal.

“O fim da escala 6×1 é pra garantir civilidade no mundo do trabalho, sobretudo pras mulheres. Quero ver como é que Flávio vai votar. Desafio ele a votar favorável e a pedir ao PL pra votar favorável”, disse o candidato à reeleição em pronunciamento à imprensa após encontro com parlamentares de esquerda eleitos, como os influenciadores digitais Jones Manoel (PSOL-PE) e Ana Elisa (PT-MG), ambos para a Câmara dos Deputados.

Aprovada em maio pela Câmara, a proposta de emenda à Constituição (PEC) deve ser votada em primeiro turno no plenário da Casa na próxima semana, segundo previsão dada nessa terça (6) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Lula também fez críticas à proposta alternativa defendida por bolsonaristas e apresentada pelo senador e coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN). O texto prevê flexibilização da jornada e que a pessoa possa escolher entre Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime baseado em horas trabalhadas.

A PEC também destaca que acordos individuais entre empregados e patrões prevaleceriam sobre acordos coletivos. Benefícios como 13º salário, férias e FGTS também seriam proporcionais à quantidade de horas trabalhadas.

“Estão inventando história, ‘não, é melhor negociar com patrão’. Como se, em acordo leonino, trabalhador tivesse alguma vantagem. Nada de aceitar barganha. Vamos reduzir a jornada pra cinco dias de trabalho e dois de descanso”, falou.

Outra PEC tratada como prioridade pelo governo federal é a da segurança pública, que ainda não avançou no Senado após ter texto-base aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em setembro.

Lula voltou a informar que o Ministério da Segurança Pública será criado assim que a proposta for aprovada. Uma mudança já anunciada é transformar 138 presídios regionais em penitenciárias de segurança máxima.

“Nós estamos querendo que o Estado, a União possa participar mais ativamente do processo de segurança pública deste país”, apontou. “Estamos transformando 138 presídios regionais, onde o Comando Vermelho e o PCC comandam o crime, em cadeias de segurança máxima, pra que a gente possa acabar com o crime”, continuou.

“Para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão. Esse é o nosso lema daqui pra frente”, concluiu.

Fonte: Sbt News