//Entenda como fica o IOF após a decisão do Moraes

Entenda como fica o IOF após a decisão do Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) validou parte do decreto do governo Lula

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal

Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), validou na quarta-feira, 16, a maior parte do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto havia sido derrubado pelo Congresso.

Em sua decisão, Moraes revogou apenas a tributação das operações de risco sacado, que consiste na antecipação de pagamentos de empresas a seus fornecedores. Neste caso, a companhia conta com antecipação de valores pelo banco para fazer pagamento à vista aos fornecedores.

No decreto do governo Lula, esse tipo de ação passaria a ser caracterizada como operação de crédito e, por isso, seria passível de tributação. Essa mudança, no entanto, não foi acatada pelo ministro e vai continuar não recolhendo impostos.

O que mudou?

Compras internacionais com cartão de crédito ou débito: de 3,38% para 3,5%
Compra moeda estrangeira em espécie e envio de remessas ao exterior: de 1,1% para 3,5%
Empresas com faturamento máximo anual de R$ 4,8 milhões: alíquota diária em operações até R$ 30 mil passou de 0,00137% para 0,00274%, enquanto a alíquota máxima subiu de 0,88% para 1,38% ao ano
Plano previdenciário do tipo VGBL: alíquota de 5% sobre o excedente em valores acima de R$ 600 mil
Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC): passará a ser cobrada a alíquota de 0,38% sobre o valor de aquisição primária de cotas
De acordo com o Ministério da Fazenda, a estimativa original – caso o decreto fosse aprovado por inteiro – seria de arrecadar R$ 12 bilhões a mais em 2025 e R$ 31,3 bilhões a mais em 2026 com o decreto assinado no dia 11 de junho.

Sem a taxação sobre o risco sacado, a arrecadação diminui em R$ 450 milhões em 2025 e R$ 3,5 bilhões em 2026.

* Com informações de Estadão Conteúdo.

Fonte: Redação Terra