//Diretor critica favoritismo e ironiza votação brasileira no Oscar

Diretor critica favoritismo e ironiza votação brasileira no Oscar

O diretor espanhol Oliver Laxe, de “Sirât”, um dos quatro concorrentes de “O Agente Secreto” ao Oscar 2026 de melhor internacional, desdenhou de membros do Brasil que integram a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas horas após anúncio de produções e artistas indicados à 98ª edição da estatueta. “Há muitos brasileiros na Academia e nós adoramos eles, mas eles são ultranacionalistas. Acho que se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, ironizou em entrevista ao talk show “La Revuelta”, nessa quinta-feira (22).

Cerca de 60 brasileiros participam da Academia, composta por mais de 10,5 mil membros de diversas áreas do cinema, como atores, diretores, produtores, compositores e roteiristas. Ser participante da instituição dá direito a votar no Oscar.

Como de praxe na temporada de premiações quando tem brasileiro no páreo, internautas invadiram perfis vinculados a “Sirât” para criticar Laxe e defender sucesso estrelado por Wagner Moura.

O cineasta espanhol não tem conta oficial no Instagram, o que não impediu que fãs de “O Agente Secreto” acessassem páginas relacionadas, como a do filme e a da distribuidora do título nos Estados Unidos, Neon — por sinal, a mesma do longa do pernambucano Kleber Mendonça Filho e de “Valor Sentimental” e “Foi Apenas um Acidente”, que também disputam estatueta de produção internacional.

“Se prepara…. Vem aí uma coisa muito forte: que se chama chuva de brasileiro”, prometeu uma usuária. “A blogueira menor do meu bairro, tem mais seguidores que esse filme furreco”, zombou outro internauta. “Eu sei que é difícil não ter o molho, mas não precisa choramingar de inveja”, divertiu-se uma comentarista.

Outras dezenas de pessoas recorreram a gifs e memes diversos: do Canarinho Pistola a cenas de Moura na série “Narcos” (2015-2017), em que interpretou Pablo Escobar.

A disputa entre “Sirât” e “O Agente Secreto” começou quando ambos os filmes foram exibidos pela primeira vez, no prestigiado Festival de Cannes, na França, em maio de 2025. Enquanto o longa espanhol recebeu prêmio do júri, o longa de Kleber Mendonça Filho faturou dois prêmios, melhor direção e ator.

No Oscar 2026, a produção brasileira concorre em quatro categorias (filme, filme internacional, direção de elenco e ator), enquanto a espanhola disputa estatuetas em duas (filme internacional e som).

Em “Sirât”, um homem faz buscas pela filha desaparecida no sul do Marrocos, acompanhado do caçula e de um grupo de frequentadores de uma rave organizada no meio do deserto. O longa teve coprodução da El Deseo, selo do cultuado cineasta Pedro Almodóvar (“Tudo Sobre Minha Mãe”), e tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro.

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Fonte: SBT News