//PT pede ao STF para barrar nomeações de Eduardo Bolsonaro em qualquer cargo público

PT pede ao STF para barrar nomeações de Eduardo Bolsonaro em qualquer cargo público

Pedido foi protocolado pelo deputado federal Lindbergh Farias nesta terça-feira, 22

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em sessão deliberativa na Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2025

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em sessão deliberativa na Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2025
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) entrou com um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar possíveis nomeações, em qualquer cargo, de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). De acordo com o político, o objetivo das nomeações seria “garantir sustentação financeira irregular” e “simular vínculo funcional e permitir a manutenção de sua permanência no exterior”.

O pedido de medida cautelar preventiva, protocolado nesta terça-feira, 22, veio após os aliados de Eduardo iniciarem uma suposta articulação para que o parlamentar ocupasse um cargo de secretário estadual no governo do Rio de Janeiro. Segundo informações da apresentadora e colunista da Globonews Andréia Sadi, o intuito era fazer com que ele mantivesse o mandato de deputado federal.

“Trata-se de [uma] tentativa clara de fraudar a jurisdição penal e eleitoral, burlando os controles legais sobre o exercício do mandato e as investigações em curso, inclusive neste Inquérito 4995, com reflexos no curso regular da AP nº 2.668 relativa à trama golpista”, diz Lindbergh no documento.

Ele cita ainda que o parlamentar continua nos Estados Unidos “atuando contra o Brasil” e que a nomeação dele para um cargo, em tais condições, iria configurar em um “ato de desvio de poder”. “Em conjunto com Paulo Figueiredo, promovendo encontros políticos e midiáticos com lideranças estrangeiras e defendendo sanções econômicas contra o país, fato que já culminou no chamado ‘tarifaço’ confessadamente reivindicado pela dupla que atua contra a própria Pátria”, apontou.

“A possível nomeação para cargo estadual teria por finalidade exclusiva sustentar financeiramente a atuação política e antinacional de Eduardo Bolsonaro no exterior, com uso de recursos públicos e em afronta direta ao interesse público, à soberania nacional e às medidas cautelares já impostas pela Suprema Corte brasileira”, diz o líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados.

Faltas registradas

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu afastamento da função por 122 dias em março deste ano para que, segundo ele, possa “atuar politicamente nos Estados Unidos para combater as ameaças à liberdade de expressão no Brasil”. A licença parlamentar acabou no último domingo, 20.

Caso as ausências nas sessões ordinárias da Câmara não sejam justificadas, o político pode perder o mandato. No entanto, segundo o regimento interno, é permitido que os parlamentares se licenciem para assumir funções no Executivo.

Fonte: Redação Terra