O Exército de Israel informou, na terça-feira (21), que afastou dois militares que participaram da danificação de uma estátua de Jesus Cristo na vila de Debel, no sul do Líbano. Um deles, segundo a corporação, deu golpes de marreta na estátua, enquanto o outro foi responsável por filmar a cena.
Ao todo, os dois militares ficarão em detenção militar por 30 dias. Outros seis soldados que testemunharam o ocorrido, mas não agiram para impedir ou denunciar a ação, serão convocados pelo Exército para “discussões de esclarecimento”. Tais reuniões ajudarão a decidir futuras punições.
“A conduta dos soldados se desviou completamente das ordens e valores das FDI [Forças de Defesa de Israel]. As FDI expressam profundo pesar pelo incidente e enfatizam que suas operações no Líbano são direcionadas exclusivamente contra a organização terrorista Hezbollah e outros grupos terroristas, e não contra civis libaneses”, disse o Exército.
O caso ganhou repercussão no domingo (19), quando o vídeo do militar golpeando a estátua com uma marreta viralizou nas redes sociais. A cena foi condenada pelo Exército e pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que classificaram a ação como “totalmente incompatíveis com os valores esperados das tropas”.
No local, os militares substituíram a estátua danificada por uma nova imagem de Jesus Cristo. Em nota, as forças expressaram “profundo pesar” pelo ocorrido e afirmaram que estão “trabalhando para garantir que casos similares não aconteçam no futuro”.
Ofensiva no Líbano
Israel voltou a trocar hostilidades com o Hezbollah — grupo paramilitar com sede no Líbano — no início de março. Os ataques começaram após os militantes, aliados do Irã, lançarem drones contra Tel Aviv em retaliação à operação coordenada entre Israel e Estados Unidos em Teerã, que visa eliminar o programa nuclear do país.
Desde então, as tropas israelenses atuaram em todo o Líbano, incluindo na capital, Beirute. Além dos ataques aéreos, que já deixaram mais de 2,2 mil mortos e 7,5 mil feridos, os militares iniciaram uma operação por terra, visando expandir a zona de segurança no sul do país. Em 24 de março, o governo israelense anunciou a ocupação militar da região.
Na última semana, Israel e Líbano chegaram a um acordo de cessar-fogo de 10 dias. Em comunicado, o Departamento de Estado dos Estados Unidos, que mediou as conversas, afirmou que os países concordaram em estabelecer negociações para uma “paz duradoura” durante a vigência da trégua. O Exército israelense, no entanto, optou por manter as tropas na região.
Fonte: SBT News










